Por Leonardo Rocha - A metralhadora giratória anticorrupção da presidente Dilma Roussef, que tanto disparou contra atos de má gestão no Governo, notadamente nos ministérios dos Transportes e do Turismo, deveria tomar como alvo, também, um órgão que, dentre muitas de suas atribuições, tem como objetivo principal apurar crimes contra o erário: o Departamento de Policia Federal (DPF).
O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro instaurou recentemente Inquérito Civil Público para apurar supostas irregularidades em licitações, praticadas na gestão da Superintendência da Policia Federal naquele Estado, nos anos de 2007 e 2008.
De acordo com o MPF, há fortes indícios de superfaturamento e favorecimento direto de empresas, que teriam embolsado somas exorbitantes través de dispensas fraudulentas de licitação.
Tais fatos, como tantos outros de igual gravidade que ocorrem Brasil afora, passariam despercebidos se não fosse por um detalhe: na época em que os supostos desmandos teriam sido praticados quem era o ordenador/gestor de despesas da Superintendência da PF no Rio de Janeiro é o atual corregedor-geral do DPF, Valdivino Jacinto Caetano, responsável, inclusive, pela apuração de crimes de má gestão por ventura praticados por funcionários públicos. Pode uma coisa dessas?
Segundo o MPF, o inquérito foi instaurado com base em denúncia amplamente ilustrada com farta documentação, e ao que consta é de arrepiar os cabelos.

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