segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PEDE A AMAZONINO QUE REAVALIE AUMENTO DA TARIFA DE ÔNIBUS

O deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), usou a tribuna do plenário Ruy Araújo nesta segunda-feira (10), para pedir à Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) que reavalie o aumento da tarifa do transporte coletivo, já anunciado para vigorar a partir de quarta-feira (12), bem como as questões da meia passagem e da ‘domingueira’.

“Eu acharia prudente que o prefeito de Manaus (Amazonino Mendes) pudesse rever esse aumento da tarifa do transporte coletivo da cidade. E considerasse para isso alguns parâmetros de análise como a qualidade do serviço e a pontualidade, pois a população além de pagar mais caro vai continuar em pé nas paradas de ônibus”, apontou Ricardo Nicolau.



O presidente do Legislativo também questionou a legalidade da cobrança do valor de R$ 1,40 da meia passagem. Segundo ele, o valor não está correto, deveria ser R$ 1,37, já que a passagem inteira custa R$ 2,75.

“Arredondaram o valor para maior. E eu não me recordo se essa mudança tenha passado pela Câmara Municipal. Para estabelecer outro valor que não fosse o valor da metade absoluta, a Câmara deveria ter feito uma readequação”, disse o deputado.

Outra decisão que também não passou pela Câmara Municipal e que deveria ter sido discutida e legitimada por Lei Municipal, segundo Ricardo Nicolau, é o fim da cobrança de tarifa diferenciada aos domingos, extensivo a todos os usuários, conhecida popularmente como ‘domingueira’. “Com esse aumento, teremos a tarifa mais alta da região Norte, menor apenas que a de São Paulo, na região Sudeste e que custa R$ 3,00. Mas se pegarmos algumas rotas de Manaus e compara com São Paulo, que é maior em malha viária, e comparar a quilometragem rodada, Manaus chegará a ser a mais cara do País”, avalia Ricardo Nicolau.

Para o presidente da Aleam, não basta a prefeitura colocar mais ônibus para circular na cidade sem planejamento de rota e tráfego, sem a correção na cobrança da meia passagem e da ‘domingueira’, sem a qualidade do serviço que a população precisa e merece. “O trabalhador é o mais prejudicado. Mas todos nós também somos afetados pelo mau serviço de transporte público seja no trânsito, no comércio, em todos os postos de trabalho. E um serviço que interfere na vida do trabalhador, de toda a população, deve ser democraticamente debatido e resolvido”, enfatizou Ricardo Nicolau.

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