Foto: Divulgação
O
documentário O Filho do Holocausto, exibido no Festival de Cinema do
Amazonas, exalta a figura do músico e compositor Jorge Mautner, "autor
maldito" e esquecido do Tropicalismo.
O diretor Heitor D'Alincourt, co-autor da produção ao lado de Pedro
Bial, explicou na quinta-feira (8) à Agência Efe que Mautner foi um dos
precursores desse movimento cultural que floresceu nos anos 60 e pode ser
considerado "um pouco" o professor de Gilberto Gil e Caetano Veloso,
que também aparecem no documentário.
"Jorge (Mautner) é uma espécie de autor maldito, sempre teve uma
carreira um tanto instável e não é tão conhecido no Brasil como os demais
artistas de sua época, apesar de ter sido parte importante da cultural popular
nacional", disse D'Alincourt.
SEMENTE
Mautner plantou a semente do Tropicalismo em todos os famosos músicos
que impulsionaram esse movimento, segundo as palavras do diretor, que espera
contribuir para que o público "se interesse mais" por um
"personagem irresistível".
O Filho do Holocausto se baseia no livro homônimo e autobiográfico do
compositor e conta a chegada ao Brasil do seu pai, um judeu exilado da Áustria
durante a Segunda Guerra Mundial, e sua mãe, que era croata, assim como sua
infância no Rio de Janeiro e em São Paulo e o desenvolvimento de sua carreira
musical.
O documentário traz músicas e apresentações de Mautner gravadas para a
ocasião, algumas delas em companhia de seus amigos Caetano Veloso e Gilberto
Gil, e mistura imagens de arquivo com entrevistas do protagonista e de pessoas
próximas. "Jorge foi um pouco o professor deles; Gil começou a escrever
letras após a convivência com ele", assinalou D'Alincourt.
O filme recebeu o prêmio de melhor roteiro, montagem e fotografia na 40ª
edição do Festival de Cinema de Gramado, um dos mais importantes do Brasil.
A produção foi exibida na quarta-feira no Festival de Cinema do
Amazonas, realizado em Manaus e que se encerra nesta sexta-feira (9).

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