quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

INDÍGENAS DO RIO PRETO DA EVA DIZEM QUE PAULO APURINÃ NÃO É ÍNDIO COISA NENHUMA E QUE ELE DEVERIA ESTAR NA CADEIA

Na opinião do líder indígena Sérgio Sampaio, da
etnia tukana, Paulo Apurinã " tá sujando a imagem
do índio" e, por causa disso, deveria estar atrás das
grades (Foto: Ana Souza / Blog do Antônio Zacarias)

Por Jadir Augusto, editor de política do BLOG DO ANTÔNIO ZACARIAS - “O Paulo Apurinã não é índio coisa nenhuma, ele forjou o documento (o Registro Administrativo de Identidade indigena – RANI) dele. Ele tá sujo na Polícia Federal e tá sujando a imagem do índio. Ele devia era tá na cadeia. Por isso a gente não ceita ele”.

A declaração é do presidente da Associação Etno-Ambiental Beija-Flor (AEBF), situada naquele município, Sergio Campos Sampaio, da etnia tukana.

Sérgio e os demais índios das seis outras etnias
da Comunidade Beija-Flor ameaçam dar uma surra
em Paulo Apurinã, também conhecido como Paulo
Doido (à dir.), caso ele retorne ao Rio Preto da Eva
(Foto: Ana Souza / Blog do Antônio Zacarias)

Sérgio e os demais índios pertencentes às outras seis etnias (sateré-mawé, tuyuka, dessana, baré e cokama) que fazem parte da AEBF estão revoltados com a pressão que Paulo Apurinã, também conhecido como Paulo Doido, vem fazendo sobre a Prefeitura do Rio Preto da Eva para ocupar a chefia de uma divisão voltada para os indígenas do município.

A Comunida Indígena Beija-Flor foi criada
em 1973 pelo Governo Federal (Foto:
Ana Souza / Blog do Antônio Zacarias)

Segundo Sérgio, Paulo Doido conta com o apoio de “mais dois falsos índios”: Jair Miranda e Raimundo Mura. “Nenhum deles é parente nosso. Esse tal de Raimundo Mura, por sinal, é maranhense e veio pro Amazonas pra enganar os outros dizendo que é índio”, afirmou Sérgio.

Para a índia Isabel Yusiro, da etnia dessana,
Paulo Apurinã é um "bandido" (Foto: Ana
Souza / Blog do Antônio Zacarias)

“O Paulo Doido e eles forma (sic) uma quadrilha de bandidos”, disse, em tom de indignação, a índia Isabel Yusiro, da etnia dessana. “Se eles aparecer (sic) aqui de novo vamo dá (sic) uma surra neles”, ressaltou Yusiro.

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