terça-feira, 24 de agosto de 2010

SE JOÃO SIMÕES CONSEGUIU ECONOMIZAR R$ 3 MILHÕES, POR QUE SEUS ANTECESSORES NÃO FIZERAM O MESMO?

Por Leonardo Rocha – Não obstante está à frente do Tribunal de Justiça do Amazonas há pouco tempo, o desembargador João Simões já conseguiu fazer uma economia de R$ 3 milhões por mês. Bastou reduzir (reduzir, não suprimir) benefícios concedidos a servidores da Corte e promover algumas demissões. Cerca de 40. Várias delas para pôr fim a uma prática que até um dia desses parecia praga nos órgãos públicos: o nepotismo.

Em entrevista à imprensa, Simões ressaltou que não cometeu nenhuma ilegalidade ao reduzir (chegou até a suprimir algumas) gratificações de servidores. Essas gratificações, segundo ele, “poderiam ser retiradas ou reduzidas”.

A explicação de Simões conduz, inevitavelmente, a alguns questionamentos: se era possível retirar ou reduzir as gratificações, por que então seus antecessores não o fizeram? Quem as autorizou? Que critérios foram usados na concessão dessas gratificações, que, a julgar pelo montante economizado, eram altíssimas, absolutamente incompatíveis com a situação de penúria financeira do tribunal?

Aqueles que deixaram o TJAM de “pires na mão” ficarão impunes? Por quê? Seria porque o dinheiro irresponsavelmente administrado saiu de cofres públicos? Seria isso? Quer dizer então que se pode fazer qualquer coisa com o dinheiro dos contribuintes, inclusive dá-lo a quem bem entender?

Não venham depois querer nos dar lição de moralidade!

Nenhum comentário:

Postar um comentário