
O procurador eleitoral do Ministério Público Federal (MPF), Edmílson da Costa Barreiros, anunciou que enviou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a condenação do ex-vereador Ari Moutinho Júnior no “Caso Prodente”. Atualmente, o ex-parlamentar é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
De acordo com Edmílson Barreiros, o julgamento do caso, feito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER/AM), está incompleto. “O próximo capítulo desse caso é o julgamento do TSE. Entramos com um recurso para que a decisão também abranja o outro recorrido, Ari Moutinho. Ele também precisa sofrer a punição”, afirmou Barreiros.
No último dia 9, a Justiça Eleitoral do Amazonas cassou o mandato do deputado Nelson Azêdo (PMDB) por compra de votos. O TRE confirmou que o parlamentar usou a Fundação Prodente para obter lucro eleitoral. Nelson Azêdo ficará inelegível por oito anos.
Na mesma decisão, o tribunal preservou o mandato do vereador Nelson Amazonas, implicado na ação, mas também o deixou inelegível por oito anos. O “Caso Prodente” teve início depois que Nelson Azêdo apareceu em um vídeo, antes do período eleitoral de 2006, pedindo votos dos beneficiários da Fundação Prodente, em troca de atendimento.
No vídeo, também aparecem Nelson Amazonas e Ari Moutinho, que em 2006 foi candidato a deputado federal. Para o MPF, Ari Moutinho também foi beneficiado pelo esquema montado pela Prodente.
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