sexta-feira, 19 de outubro de 2012

OPERAÇÃO SOL DOURADO 2: AFONSO LUCIANO E HIEL LEVY SÃO SUSPEITOS DE CHEFIAR QUADRILHA QUE USAVA NOTAS FRIAS PARA ROUBAR DINHEIRO PÚBLICO

Hiel Levy teve a casa vasculhada hoje de
manhã por agentes da Polícia Federal
(Foto: Reprodução / Internet)

A Polícia Federal no Amazonas desencadeou a Operação Sol Dourado 2 e cumpriu, na manhã desta sexta-feira, um total de onze mandados de busca e apreensão, em uma ação simultânea que começou pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) e se estendeu pelas residências de suspeitos de serem “laranjas” num esquema de emissão de notas fiscais e licitações fraudulentas através da empresa Sistema de Comunicação Sol. O ex-diretor de Comunicação do Estado e atual diretor de Comunicação da Câmara de Vereadores de Manaus, Hiel Levy, é apontado como um dos líderes da quadrilha.

O delegado federal Domingos Sávio Pinzon divulgou alguns detalhes da operação, em entrevista à imprensa às 10 horas de hoje, na sede da Superintendência da Polícia Federal. 

Segundo ele, foram apreendidos farta documentação e computadores na Diretoria de Comunicação da Câmara, comandada pelo jornalista Hiel Levy. O delegado Domingos Sávio disse que não havia mandado de prisão e que também não houve nenhuma detenção durante a Operação Sol 2, que começou aàs 6h e terminou por volta das 11 horas. Ele informou que o inquérito corre sob segredo de Justiça, e que não iria divulgar maiores detalhes à imprensa. 

 INDÍCIOS E PROVAS

 O delegado Dércio Carvalhedo disse que o esquema fraudulento pode ter rendido à quadrilha, supostamente integrada pelo advogado Afonso Luciano, dono da empresa Sistema Sol de Comunicação e da Jobast Produtora, cerca de  R$ 10 milhões. “A Operação Sol Dourado 2 vai servir para colhermos novos elementos e, se possível, provas de que o esquema de notas frias existiu em contratos de publicidade com a Fundação Muraki”, concluiu o delegado federal.
 ,
FUNDAÇÃO MURAKI

A Fundação Muraki negou qualquer envolvimento com o esquema de emissão de notas fritas. "Não temos absolutamente nada a ver com isso. Fomos envolvidos em função de termos um contrato com uma empresa de comunicação que possuía  vínculo com outra. Se houve esquentamento de notas, foi entre eles", defendeu-se o diretor da fundação, Paulo Alcântara.

HIEL SE DIZ INOCENTE 

Afonso Luciano, assim como Hiel Levy, ficou
rico da noite para o dia. Agora a PF quer saber
qual é a origem dessa dinheirama toda
(Foto: Reprodução / Internet)

Pouco depois da operação, Levy lançou uma nota no blog que possui sobre o assunto: "Eu e minha família passamos hoje pelo maior constrangimento de nossas vidas. Policiais federais, de posse de um mandado de busca e apreensão, vasculharam minha casa e minha sala na Câmara Municipal de Manaus. Estavam em busca de dinheiro, joias, carros de luxo, documentos ou provas que me liguem à Operação Sol Dourado, em que investigam a emissão de notas frias por uma empresa de comunicação com a qual nunca tive qualquer relação. Puderam constatar que, ao contrário do que dizem meus detratores, vivo uma vida modesta e sem luxos. Levaram meu computador pessoal e meu lap top. Tão somente. O mesmo ocorreu na Câmara. No meu período na direção da Agência de Comunicação do Governo nenhuma nota fria foi emitida pelas agências que prestavam serviços e que eu saiba elas também não contrataram serviços fictícios", disse.

2 comentários:

  1. porque que esse de hiel levy e esse advogado pilantra ainda nao estao presos.

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  2. ESSE SUJEITO CANSOU DE METER O PAU DENEGRINO A IMAGEM DE NOSSO GUERREIRO ZACARIAS E AGORA MEU IRMÃO: A VERDADE VAI APARECER.

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