Neymar desfalcou o
Santos em 12 jogos do
Campeonato Brasileiro para servir à seleção (Foto: AP)
Na ciranda do
Campeonato Brasileiro, a única constante é que, na hora dos amistosos da
seleção, os craques pegam o primeiro avião. Um desfalque obrigatório — segundo
as leis da Fifa — que custa pontos valiosos na competição. Até a 29 rodada, 51
partidas da competição, o equivalente a 18% do total de jogos, sofreram com as
listas de Mano Menezes para jogos oficiais e as Olimpíadas.
Desde a segunda
rodada, quando dez jogadores, de seis clubes, saíram do Brasil para servir à
seleção, as escalações dos clubes seguem o cronograma das partidas do time de
Mano. Sobretudo Santos, Internacional e São Paulo, que já se acostumaram a
jogar sem Neymar, Leandro Damião e Lucas — apesar dos resmungos de técnicos e
dirigentes. Um problema de décadas no país, já que o calendário do futebol
brasileiro não se encaixa com o europeu, usado pela Fifa para estabelecer as
datas para os jogos da seleções.
— É fundamental
que a CBF discuta a adoção de um calendário diferente, para que os clubes não
sejam prejudicados pela seleções, e com espaço que a gente excursione pelo
mundo, como antigamente — critica o presidente do Peixe, Luis Alvaro de
Oliveira Ribeiro.

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