quarta-feira, 27 de julho de 2011

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES CONFIRMA DEMISSÃO DE MAIS UM DIRETOR DO DNIT

Geraldo Neto é apaniguado do senador Magno Malta


Geraldo Lourenço de Souza Neto, diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (27). Em nota, o Ministério dos Transportes confirmou que Souza Neto pediu demissão. Com a saída dele, chegam a 20 as demissões na pasta desde as denúncias de superfaturamento de obras.

O pedido de exoneração foi enviado ao ministro Paulo Sérgio Passos e será encaminhado à presidente Dilma Rousseff, segundo a nota divulgada pela pasta. Com a saída dele, resta apenas um diretor do Dnit no cargo, Jony Marcos do Valle Lopes, que comanda a diretoria de Planejamento.


A demissão de Luiz Antônio Pagot foi
publicada no Diário Oficial de hoje



Hoje o governo oficializou no Diário Oficial a saída de outros dois diretores do Dnit. Luiz Antônio Pagot deixou o cargo de diretor-geral e Hideraldo Luiz Caron, o de diretor de infraestrutura rodoviária.

A crise no ministério começou no começo do mês, com as denúncias de superfaturamento de obras e cobrança de propina. Dilma promoveu uma “faxina” na pasta. Caíram o ministro Alfredo Nascimento, secretários e também diretores do Dnit e da Valec, empresa que responsável pelas ferrovias.

Lourenço era indicado do senador Magno Malta (PR-ES), com quem acertou a demissão em reunião na manhã de hoje. Geraldo foi avisado de que não seria poupado da “faxina” na pasta. Preferiu pedir para sair antes de ser demitido.

Reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrou que Geraldo Lourenço é réu em uma ação penal no Tocantins, na qual é acusado pelo Ministério Público de corrupção passiva e falsidade ideológica. Segundo a promotoria, Lourenço integrava, em 2003, uma quadrilha que explorava jogos de azar.

À época, ele era o delegado titular da Delegacia Estadual de Crimes Contra os Costumes, Jogos e Diversões. De acordo com os promotores, o diretor do Dnit recebia semanalmente R$ 1.500 de um contraventor para se abster de combater a exploração de máquinas caça-níqueis e também trabalhava para a "aniquilar" a concorrência do homem que lhe pagava a propina. Ele nega as acusações.



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